Eu fui e gostei. É assim que diz o adesivo distribuído durante o festival. E posso afirmar sem sombra de dúvidas que de fato sim, eu fui e gostei. Quero parabenizar a organização do evento, agradecer a atenção e disponibilidade das pessoas responsáveis pela assessoria de imprensa. Em especial a Noé Cezar, Joice e Karine ( da Secretaria de Turismo e Desportos de São Lourenço do Sul). O festival trás um diferencial bastante significativo este ano que é a questão da ajuda de custo alta e a premiação somente troféus. Decisão aplaudida pelos artistas presentes. Também se premia duas linhas de expressão “livre” e “campeira” com 1ª e 2ª Lugar, melodia, poesia, instrumentista, resgate histórico e tema litorâneo. O galpão onde se realiza é imenso, bonito, com camarim enorme também. Como tenho costume, ou como conheci uma realidade diferente, ainda é estranho para mim tantas cadeiras tomando o espaço todo da frente do palco. E esta área ser restrita, com um valor mais alto de ingresso. Como já disse outras vezes, é ruim, para ti tirar fotos, ou mesmo para observar a defesa com mais emoção. Enfim...
Para tanto tenho uma trilogia de fotos sentada no chão assistindo festival...hehe, Vacaria, Sapecada e agora Reponte. E isso não me fez menos admiradora ou menos critica.
O lançamento do Cd do Xiru Antunes, com Silvério Barcellos e poemas de Eron Vaz Mattos, foi lindo e emocionante. A Apresentação de Sergio Carvalho Pereira, falando da importância do resgate das poesias do Eron, de como é essencial que pessoas como ele se mantenham vivas na lembrança e no coração das pessoas. O Eron é um poeta ímpar, que como diz o Sergio vive como Van Gohg, que vendeu um único quadro em vida. Reconhecer a obra de poetas e artistas que batalham por seus ideais é no mínimo uma obrigação nossa para com o futuro. Precisamos fazer com que ele saiba que seu trabalho não é em vão, que ele encontra campo fértil para colher os frutos das árvores que plantou. O lugar, o Mercado del Puerto é aconchegante, a comida é boa e os donos são uma simaptia só, abraços Patricia e Javier. Bom sem falar na importância na Oficina Quarto de Ronda no Reponte...Xirú Antunes, Carlos Omar Vilela Gomes e Angelo Franco. Brinque...hehe
Gostaria de mandar um abraço aos novos amigos que fiz, e aos que tive o imenso prazer de reencontrar. Quero fazer uma homenagem especial para algumas pessoas que tem um lugar cativo no meu coração. Por vezes ferino, por vezes confuso e outras vezes cheio de carinho. Mas antes vou contar uma historinha. Certa feita anos atrás havia um grupo de debates sobre a cultura “gaucha” nativista, chamado “Invernia”. Do qual passei a fazer parte, isso bem antes de qualquer envolvimento mais sério com a cultura. Lá numa dessas discussões, um guri falou da música “Contraponto”( Paulo de Freitas Mendonça / Fabiano Bacchieri / Cristiano Quevedo) que quem quissesse, ele tinha para mandar. Aí eu entrei em contato e ele me mandou. Gracias Cristiano por me dar de presente essa amizade.
"Esse meu jeito de alçar a perna
De mirar ao longe o horizonte largo
É o contraponto de beber auroras
Quando cevo a alma pra sorver o amargo
Esse silêncio que me traz distância
Que me agranda o canto entre campo e céu
É o contraponto de acender o fogo
Meço um metro e pouco da espora ao chapéu
Essa coragem de pelear de adaga
De ser um gigante pela liberdade
É o contraponto de ajuntar terneiros
E acenar aos velhos e ter humildade
Essa audácia de buscar o novo
Sem pisar no rastro e reacender as brasas
É o contraponto de ter prenda e filhos
E ficar tordilho ao redor 'das casa'."
Bom aí se vai acho que uns seis anos talvez...nesse tempo eu já escrevia para o Weblages, sobre nativismo aqui na serra. E este guri me trouxe outros amigos muito caros, como o André Novo, Cristiane Machado entre outros. Em 2005 eu começo a me aventurar solita pelos festivais..., o primeiro em Brusque, justamente para acampar com o André. Depois Em Rio Grande na etapa da Califa, onde tinha uma música com letra do Ramiro Amorim. Me larguei e fui para ficar na casa de um parceraço do jornal. Quando aportei em Rio Grande, pensei, putz o que eu vim fazer aqui...mas aí já não tinha volta. E foi um dos melhores momentos, tê-lo conhecido e a sua família linda. Romulo, Seu João e Dona Vanilda. Que alegria! Nossos encontros sempre tão rápidos mas cheios de carinho. Admiro vocês, e gostaria de ter cancha para fazer mais sempre. Foi empatia a primeira vista e é lágrimas sem vergonha nas partidas. Com esperança que a próxima visita não tarde tanto. Eu desejo de coração, saúde, dinheiro, alegria e que nunca falte nada para vocês. Obrigada por acreditar quando tantos não deram a mínima, obrigada pelas orações para o meu restabelecimento. Enfim, obrigada!!
E Cris, obrigada também, por me aturar...hehe, pelas lágrimas sentidas, pelas alegrias contidas, pelos mimos, pelas críticas e pelas compreensões, obrigada por tuas orações. Amiga, te desejo sucesso, saúde, felicidade e tudo de melhor que você merece.
Mariana muito obrigada pela companhia e desculpe qualquer mau humor...!
Esse festival veio como um presente depois de um tempo ruim e servirá de carga para enfrentar o ano.
Que venha, que venha o que vier...
Aliás tem jornal novo na praça..peguem além de bom é de graça...hehe